São João no Porto

23 de Junho, à noite - arraial popular, onde não faltam o alho porro e os martelinhos para "cumprimentar", as sardinhas assadas e caldo verde nas tasquinhas das Fontainhas (e não só), cascatas e bailaricos um pouco por todo o lado, fogo de artifício por volta da meia noite.

Manjerico e alho porro. Dois dos símbolos do arraial.

24 de Junho - feriado municipal, para recuperar as forças e para assistir, por exemplo, à

REGATA DOS BARCOS RABELOS (*)

Uma assistência interessada,
incluindo a TV China
para ver belas imagens,
e ficar maravilhada!

© 1999 Antonio Amorim

(*) - os barcos rabelos são os mesmos que transportavam o vinho do Porto, do Alto Douro para as caves em Gaia. Agora só transportam... publicidade...

 

QUADRAS DE S. JOÃO

O Jornal de Notícias vem patrocinando desde 1929 (!) um Concurso de Quadras de São João que neste ano de 2010 teve
mais de cinco mil trovas concorrentes! Árdua e meritória a tarefa do júri, constituído por Germano Silva, Sónia Araújo e Jorge Gabriel,
nenhum deles a precisar de apresentação...

As premiadas deste ano foram:
 

             
2010 1º- Não me estreites de maneira
Que me impeça respirar.
Lembra-te, amor, que a fogueira
Só arde se tiver ar!...
2º - Num manjerico com arte
Toda uma vida se entende,
Com ele, a vida se parte,
Se dá, se compra e se vende...
- S. João, a festa é tua,
Não queiras fazê-la a sós.
Junta-te aos santos da rua...
Que não dão ponto sem nós.
   

Rosarinho

 

Videirão

 

Damas

             
  4º- Mesmo fria, é sempre bela
A noite de S. João.
Nunca a orvalhada gela
Quando é quente o coração.
5º - Sorri feliz, o menino,
Aos ombros do pai babado:
Um S. João pequenino,
Num altar improvisado.
6º - Pode murchar a cidreira
Pode cair o balão
Pode morrer a fogueira
Nunca morre o S. João!
   

Ruca

 

Lana Caprina

 

Neca

             
  7º- P'ró S. João foi um par,
da festa vieram três;
Conjugado o verbo amar
Foi a conta que Deus fez...
8º - Não me venhas com cantiga
Na noite de S. João;
Hoje qualquer rapariga
Sabe de cor o refrão!...
9º - Deste-me a tua cidreira,
Juntei-lhe o meu alecrim.
S. João, na brincadeira,
Deu-nos sementes sem fim.
   

Angélico

 

Joana

 

Solinho

             
  10º- Em noite de S. João,
Faz a vida ser mais bela
Quem nos braços da ilusão
Se deixa embalar por ela!...
11º - Hoje, um menino de rua
Que nunca teve balão,
Talvez sonhando co'a lua,
Sorria a dormir no chão!...
12º - A chinela, quando nova,
Coroada a preceito,
Na valsa descompassada,
Mesmo velha, tem seu jeito.
   

Conta-Gotas

 

Gonçalo Pedro

 

Patasol